Hoje é dia de conhecer o trabalho da Yasmin Pantazis, completamente apaixonada pela Padme. A meta dela, inclusive, é fazer todos os trajes que a personagem usou, e até agora o resultado tá muito bacana.

Com vocês, Yasmin Pantazis!

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Bom, cosplay pra mim é uma forma de transmitir o amor que você sente pelo personagem, seja lá qual ele for! No meu caso, a Padme! A saga Star Wars, na verdade!

Eu me considero “nerd” desde que me entendo por gente! Eu seeeempre joguei Nintendo 64, inclusive, minha primeira fita foi Yoshi’s Story. Depois fui evoluindo e em 2012, quando eu tinha 12 anos, eu estava discutindo sobre cultura geek com os meus amigos e eles falaram que eu não era uma “nerd de verdade” se eu não tivesse assistido pelo menos alguns filmes “clássicos” da cultura pop, que seriam Senhor dos Anéis, Harry Potter, e claro, Star Wars. Eu levei a sério o desafio e falei pra mim mesma que era a hora de virar nerd de verdade (apesar de hoje em dia eu achar esse tipo de discussão uma besteira, hahah). Comecei por Senhor dos Anéis e me APAIXONEI, e quis continuar nessa onda de ver filmes, e fui então pra Star Wars. Eu já sabia que o Luke era filho do Vader e acho que isso quebrou um pouco o encanto da Trilogia Clássica, por isso eu prefiro a trilogia prequel. Eu sou uma amante das prequels desde o começo, lembro que eu era apaixonaaaaada pelo Anakin e pelo Obi-Wan, e meu jedi favorito era o Qui-Gonn. Na verdade, até hoje é assim, hahahah.

Eu sou fascinada pela Padme. Pra mim ela é uma das personagens mais fortes e fundamentais da saga! Começou a governar com 14 anos, fala vários idiomas, até ajudou o mestre Yoda em Clone Wars! Ela é incrivelmente maravilhosa e eu, como amante de moda, sou apaixonada pelos trajes dela, que tem influência de toda parte do mundo e de todas as épocas. Minha meta é fazer todos os trajes dela!

Apesar de amá-la, meu primeiro cosplay não foi nada de Star Wars, foi da Marceline do Hora de Aventura. Eu usei na CCCXP de 2015, que foi minha primeira convenção também! Lembro que tirei fotos com MUITOS cosplayers, que hoje em dia são meus amigos! Depois parti pra Padme, em janeiro de 2016, e fui progredindo desde então. Hoje tenho 4 trajes finalizados dela, 3 em progresso, e 1 da Leia. Estou sempre procurando melhorar meus cosplays e deixá-los o mais próximo possível dos filmes. Apesar de ter 5 cosplays, só 2 na minha opinião estão completos, que são o da Leia e o da Padme na versão de Geonosis.

No meu “acervo” de cosplays tenho ainda o traje da Padme de Mustafar, a roupa que ela usa na série Clone Wars (2003) em Ilum, e outra de Geonosis, mas essa tem os cortes que ela recebeu da fera nexu na arena. Tenho também a clássica da Leia, e em progresso estão a cerimonial da Padme no Episódio I, a Leia escrava e o vestido dourado que Padme usa nos campos de Naboo. E tem uma outra, mas essa é segredo! Hahahah. 

Pra fazer meus cosplays eu geralmente tenho ajuda na parte da costura, porque ainda não aprendi totalmente como manusear a máquina. Peço então uma força para alguns cosmakers e amigos. Os props (são objetos em geral, vão desde armas até braceletes e cintos) sou eu mesma quem faço. Eu me considero extremamente perfeccionista e não sei se isso é bom ou ruim, afinal cosplay é um hobby caro se você quiser fazer uma coisa legal e bem-feita. Por ser perfeccionista, caço o máximo de referências possíveis, fui atrás do livro da Trisha Biggar (que é a figurinista das prequels), que é a minha maior fonte de referência para tecidos, etc.

Sobre a comunidade cosplayer, fui muito bem acolhida no início, e mesmo com a roupa malfeita já fiz muitos amigos. Minha autoestima, quando comecei a fazer cosplay, era 0. Eu sofria bullying na época e o cosplay me ajudou muito a me aceitar. Eu já ouvi muita gente falar que é bem legal o fato de eu fazer a Padme porque me acham parecida, já ouvi termos como “Padme brasileira”, hahahah, mas sinceramente pra mim isso é uma grande besteira. Eu fico MUITO feliz ouvindo esse tipo de coisa, é claro, mas além de eu não me achar muito parecida com a personagem, pra mim cosplay é diversidade. Não importa se você for ou não parecido, gostar do personagem é o que conta, sabe? Seu amor pelo personagem sendo transmitido, essa é a mensagem que importa.

Hoje em dia não estou mais frequentando tantos eventos, só a CCXP e a Jedicon (que vai ser em outubro e eu tô muito ansiosa). Mesmo assim, sair e ser reconhecida, ouvir gente falando “olha, a Padme!”, ou “olha, a Leia!”, crianças indo falar com você como se você fosse mesmo a personagem, isso é gratificante, é o que me faz seguir em frente e fazer mais e mais cosplays. É um hobby que vale a pena manter.

ABOUT THE AUTHOR

Curador cultural especializado no segmento nerd. Coordenou o projeto Geek.Etc.Br na Livraria Cultura entre 2012 e 2016, e atualmente é consultor na V&F Consultoria e Eventos. É editor do site Hipertextos, e estreou como roteirista de quadrinhos no final de 2016, no projeto Pátria Armada - Visões de Guerra. Presidiu o Conselho Jedi São Paulo, em curtíssima temporada, em 2001, e hoje faz a gestão de conteúdo do grupo.